História Peugeot: Década especial para marca

O ano de 1990 foi um ano muito especial, pois marcou um século de produção dos automóveis Peugeot. Não é todo dia que uma empresa pode comemorar 100 anos de existência e a quarta vitória no dificílimo Paris-Dakar parece se encaixar perfeitamente no contexto vivido naquele período. Mas os lançamentos não podem parar e surgem os 405 Break 4×4 e SRD, além das versões turbo diesel e diesel com câmbio automático para o top 605. Em junho, mais um número para comemorar: sai da linha de montagem o milionésimo 405 e o 205 atinge a fantástica marca de 3,5 milhões de unidades. A produção do grupo é de 2.208.200 unidades.

Na ciranda de números grandiosos que estavam sendo vistos na empresa, ocorre a produção da 100.000o unidade do 605. O 905, um protótipo equipado com motor V10 de 3.499 cc e quatro válvulas por cilindro coleciona vitórias e mais vitórias nas várias provas que disputa. Para o Brasil esse seria um ano importante, pois marca a chegada da empresa ao território nacional. Na verdade seria uma volta, pois a Peugeot já estivera aqui em 1898, quando Santos Dumont trouxe o primeiro carro da marca para o Brasil. A produção do grupo é de 2.062.900 unidades. Em 1992 o 505 chega ao fim de sua brilhante carreira na Europa, com 1.338.000 unidades produzidas desde o lançamento, em maio de 1979. Mas sua produção continua na Argentina até 1996.
Nesse mesmo ano o 905 continua a esmagar a concorrência nas pistas e a Marca se dá ao luxo de ganhar nada menos que os três primeiros lugares nas 24 Horas do Mans, terminando o ano vencendo o Campeonato Mundial de Esporte-Protótipos. Mas a vida não pára e em julho acontece o lançamento do 106 de cinco portas e movido a diesel, além do lançamento em outubro do 406 Turbo e dos 605 SRti e SVti. É criada ainda a Peugeot Egito.

A Automobiles Peugeot, numa prova de confiança no potencial do mercado nacional e no Brasil, como um expoente regional, abre uma filial no país com o nome de Peugeot do Brasil Automóveis Ltda. Inicialmente são comercializados os modelos feitos na Argentina, Uruguai e França e para consolidar a Marca foi enviado o senhor Thierry Peugeot, que permaneceu até 1997 no comando das operações da empresa no país. Na Europa é assinado um acordo com a Renault para a criação de uma fábrica conjunta de caixas de câmbio automáticas. O 405 é lançado na Argentina e o grupo fecha o ano com 2.049.800 veículos produzidos.
Em 1994 ocorre a entrada da Peugeot na Formula 1. Em Março de 1994, a Peugeot revela o monovolume 806, nascido de um projeto comum entre a PSA e a Fiat, cujo acordo original havia sido assinado em 1978. Uma nova linha de utilitários é apresentada, sendo representada na Peugeot pelo Boxer. Mas foi apresentado ainda o 606 SLI e a evolução do motor XU 10 com cabeçote de 16 válvulas. E entre as 1.989.800 unidades fabricadas estava o milionésimo 106.

O ano de 1995 é marcado por uma série de importantes lançamentos: o 406 Sedan, que já emprega os novos motores XU; o motor V6 ES9J4, fruto da parceria entre a PSA e a Renault; o Expert, versão comercial do 806; o 306 Cabriolet, assinado por Pininfarina e que tem tudo para se tornar um clássico no futuro; e o 106 Electric, demonstrando o esforço da empresa em fazer carros cada vez mais “limpos” e menos agressivos ao meio ambiente.

O 405 sedan chega ao fim de sua carreira na França, embora a Break ainda seja produzida por mais um ano. A Peugeot entra no mundo da internet e inaugura seu site, o http://www.peugeot.com, além de lançar um novo slogan na França: “Peugeot. Para que o automóvel seja sempre um prazer”. E o grupo encerra o ano com a produção de 1.887.900 unidades.
Em 1996 o sedan 406 ganha a companhia do 406 Break, além do Coupe, este também assinado por Pininfarina e sério candidato a se tornar mais um clássico do futuro. Estava equipado com motor de seis cilindros em V, que também é disponibilizado para o sedan. A Rede de Televisão Peugeot inicia suas atividades, num ano em que a produção do 306 atinge um milhão de unidades e a Peugeot atinge a fantástica marca de 30 milhões de unidades. A fábrica de Vigo, na Espanha, é modernizada e passa a produzir o Peugeot Partner, com produção anual prevista de 100 mil unidades. As atividades do grupo no Uruguai se intensificam, no sentido de tornar a Marca ainda mais globalizada. E ainda é lançado o motor V6 ES9J4 de 198 cv. A produção anual é de 1.979.000 unidades.
A preocupação com o meio ambiente sempre esteve presente nas atitudes da Peugeot e o fato de ter, em 1997, inaugurado a primeira linha de pintura da França à base de água, é mais uma prova disso. Mas não seria a única ação da empresa nesse sentido, pois são apresentados os 306 e 406 com motor movido a GLP, o gás natural. O 306 passa por sua primeira reestilização e ganha a versão Break. O S16 dá lugar ao GTi, com câmbio de seis marchas e motor XU10J4RS. E a caixa de câmbio automática AL4, que hoje equipa o 307 e 407 vendidos no Brasil, é lançada nesse mesmo ano. A produção é de 2.078.000 unidades.

Em 1998 é anunciado o início das obras da PSA no país, com a construção de uma fábrica localizada em Porto Real (RJ), como parte de uma grande operação de renovação e internacionalização da empresa, promovida por Jean-Martin Folz. O poço de carbono é criado no Mato Grosso, para o replantio de 10 milhões de árvores, com o objetivo de reduzir os níveis de CO2 da atmosfera. Em junho é apresentado mundialmente o 206, que se tornaria o maior sucesso da empresa, levando-a à liderança do segmento. É o primeiro carro do grupo a contar com o sistema de multiplexagem, sinal da alta tecnologia presente nos produtos da Marca e logo estaria à venda no Brasil.
Em 1999 chega o 406 remodelado, também contando com rede multiplexada e nova motorização. O 206, que já competia no mundial de Rallye desde o ano anterior, atinge a marca de 500 mil unidades e ganha a versão S16, com motor EW10 de 2,0 litros. Ainda falando nesse grande sucesso, a PSA inicia um acordo para a produção do 206 no Irã.
Este foi último ano de produção do 605 e o grupo apresenta mundialmente a tecnologia do Filtro de Partículas. E o grupo encerra o ano com a marca de 2.515.000 unidades produzidas.
Um novo topo de linha surge na Peugeot, na figura do moderno 607. O destaque além das linhas modernas e excelente acabamento, sem falar na motorização, estava na impressionante eletrônica embarcada, com 22 módulos de controle e inteligência artificial comparável ao Airbus A320! Uma imensa lista de itens de série era encontrada no 607, como sistema de controle de estabilidade ESP, acendimento automático das luzes de emergência, sistema de auxílio ao estacionamento, acendimento automático de faróis, acionamento automático dos limpadores de pára-brisa, entre outros. Para o mercado europeu o modelo contava ainda com um Filtro de Partículas (FAP), de série na versão a diesel equipada com o motor DW12.

Acompanhe… Em breve mais novidades sobre a história Peugeot!

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