História Peugeot: A evolução se inicia

Em 1910, as sociedades Automóveis Peugeot e Peugeot Frères uniram-se para formar a Sociedade Anônima dos Automóveis e Bicicletas Peugeot, dirigida por Robert Peugeot. Em 1912 os pilotos Georges Boillot e Jules Goux conquistaram o Grande Prêmio de Dieppe, a bordo do Peugeot L76. Foi o primeiro veículo do mundo a possuir um motor com quatro comandos de válvulas e quatro válvulas por cilindros, o primeiro 16 válvulas da história. Este motor de 7.600 cm3 permitia ao veículo atingir uma velocidade de 160 km/h.
Em 1913 nasceu o Bebé Peugeot. Sua semelhança com o modelo de 1905 resume-se ao nome, pois trazia um importante progresso para a época: transmissão de cardan em substituição às frágeis e barulhentas correntes que incorporavam os demais modelos, além de cilindros nas rodas traseiras e um motor quatro cilindros de 856 cm3, que oferecia 10 cv de potência a 2.000 rpm. Concebido pelo engenheiro italiano Etore Bugatti, o modelo teve mais de 3.000 exemplares produzidos entre 1913 e 1916.O piloto Jules Goux conquistou a vitória nas 500 milhas de Indianápolis, EUA, com o Peugeot L76, um resultado histórico no grande clássico americano. A vitória se repetiu mais duas vezes: três anos depois, em 1916, com Dario Resta em um L45, e em 1919, com o piloto Wiilcox. Ainda em 1913, em Bolonha, Georges Boillot atingiu 163,4 km/h num percurso de 7 km. No mesmo ano, o L56 impõe-se no Grande Prêmio de Amiens. A Sociedade Peugeot produziu 9.338 unidades, representando 50% da produção automotiva da França e 20% do mercado francês.
No ano seguinte, em 1914, a Sociedade dos Automóveis e Bicicletas Peugeot empregava 2.500 operários e produzia 10.000 automóveis e 80.000 bicicletas por ano nas fábricas de Beaulieu, Valentigney, Audincort e Lille. Neste mesmo ano estourou a primeira grande Guerra Mundial. A Usina de Lille foi ocupada e as demais foram mobilizadas para a guerra, com seus esforços destinados à defesa nacional, com a produção de motos, veículos diversos, caminhões e bicicletas, além de motores para aviação e carros de combate. Neste período foram ampliadas fundição e estamparia, em terrenos adquiridos em Sochaux e Montbéliard. Foram produzidos um total de 63.000 bicicletas, 3.000 automóveis, 6.000 caminhões, 1.400 motores de tanques, 10.000 motores de avião e seis milhões de bombas e obuses.
Ainda nessa época surgiu o primeiro jornal de empresa da França, o “Bulletin des Usines” – na seqüência viriam o “Le courier des Usines”, “Vite et Lion”, “Peugeot Magazine”, em 1981, e “Planet Groupe”, em 1998. Durante o período da guerra, mais exatamente em 1915, faleceu o grande visionário da Marca, Armand Peugeot, aos 66 anos. A direção da Sociedade foi assumida então por seu sobrinho, Robert Peugeot.
No ano de 1919 houve a reorganização completa das fábricas após o esforço de guerra. Devido à localização geográfica, afastada dos grandes centros e próxima às linhas inimigas, a Peugeot entrou numa fase extremamente preocupante. Mas Robert Peugeot, seguindo os passos de Armand, mostrou talento apreciável na gestão dos negócios da empresa e foi capaz de evitar uma crise, que derrubou muitos empresários na década de 20.

Década de 1920

Nascido na forma de um cyclecar, uma mistura de moto e carro convencional, o Quadrilette foi a grande salvação da Peugeot na década de 20. Apresentado no Salão de Bruxelas, era também denominado de Tipo 161. Até o ano de 1930, dele e de seus derivados serão vendidas cerca de 60 mil unidades, as quais, juntamente com os 33.677 exemplares do 190S, farão com que a empresa supere a crise de 1929. O ano de 1920 marca também o início da produção do 156, o primeiro completamente fabricado em Souchaux, além de ser o pioneiro também no uso de um motor sem válvulas, com 5,9 litros e 25 cv.
A Marca De Dion & Bouton, uma das mais famosas dos primórdios dos automóveis, foi comprada pela Peugeot em 1921, mesmo ano em que começa a produção do Quadrilette e do Tipo 163. A Peugeot apresenta no Salão de Paris desse ano o Torpedo, com motor diesel de dois cilindros, mas que não chegaria a ser fabricado em série.
O ano de 1923 é marcado pela introdução dos freios nas quatro rodas de todos os modelos da empresa, uma marca de inovação e tecnologia que sempre esteve presente na Peugeot. Prova de que os consumidores estavam atentos a isso é o fato que, pela primeira vez na história da empresa, a produção anual supera a marca de dez mil unidades. E já em 1925 o 100.000o automóvel da Peugeot deixa a linha de produção, com a marca de 20 mil unidades anuais atingida.

Peugeot Quadrilette

Em 1926 a Societé Anonyme des Automobiles et Cycles Peugeot é dividida em duas empresas, uma de bicicletas e outra de automóveis. Em outubro é apresentado o 177M, o primeiro carro a apresentar um teto solar, recurso que durante muitos anos foi oferecido exclusivamente pela Peugeot. Em 1927, mais uma prova da ousadia da Marca, ao iniciar a laminação de aço inoxidável a frio em Pont-de-Roide. A produção em série, para a Peugeot, teve seu reinício em 1928, mesmo ano em que ocorre a concentração dos meios de produção no local de Sochaux-Montbéliard, sob o impulso de Jean-Pierre Peugeot (1896-1966). E a fábrica de Lille especializa-se na construção dos motores diesel (CLM, Compagnie Lilloise de Moteurs).
O ano em se desenrola a grande crise que se abateu sobre o mercado mundial é muito importante para a empresa. Em 1929 foi apresentado o 201, primeiro carro da Peugeot a contar com a nomenclatura de três dígitos, criada por Robert Peugeot. Na verdade é a primeira vez que um fabricante de automóveis adota uma denominação lógica para sua linha de modelos, que permite situar o tamanho (primeiro dígito), o zero que caracteriza a nomenclatura e de link entre os algarismos, e a série do veículo, na forma do terceiro dígito. Até hoje é dessa mesma forma e para salvaguardar a idéia iniciada no passado.

Acompanhe… Em breve mais novidades sobre a história Peugeot!

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